Frio, muito frio, frio com chuva e calor. Se fôssemos
resumir nosso passeio neste dia seria assim.
Como viajei pra Belo Horizonte
participar da festa de aniversário da minha sobrinha Maria Eduarda e do
aniversário da minha mãe (não nos mesmos dias), pensei muito se faria ou não o
passeio, uma vez que gastei muito ao longo do mês e teria compromissos como a
viagem do mês de dezembro a Tiradentes-MG, além do projeto que eu e minha
esposa fizemos de viajar a Pernambuco.
Ao longo da semana entrei em
contato com o Presidente Pedro e informei-lhe o exposto acima. Disse-lhe que
não faria o passeio.
Entretanto, na véspera recebi a
mensagem de Dariomar (whatsapp):
— Quanto você precisa para ir
domingo?
— Como assim?
— Se for só a gasolina e o
almoço, eu passo no cartão e depois você me paga.
Expliquei-lhe também o motivo de
eu não participar daquela vez.
— Ok. Mas, vamos gastar uns 60
reais. 30 de gasolina e 30 de comida.
Agradeci-lhe. Realmente estava
disposto a não ir. E então tomei a decisão final. No final do sábado confirmei
com o presidente que estaria no local de sempre (Posto Esplanada) no horário
marcado para o passeio.
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| Vulcan 500cc do Dariomar |
O grupo foi o mesmo do primeiro
passeio que participei: Áureo, Dariomar, Ezequiel, Francisco (Chicão), Pedro e
eu (Wellington). Porém, com uma novidade. Dariomar estava numa Vulcan 500cc
(Kawasaki, 1998) que comprara do marido de sua mãe.
Como sempre, passei no posto de
gasolina às margens da BR-101 para abastecer minha branquinha. Também Chicão
fez o mesmo.
Depois de rodarmos cerca de 500m,
Áureo passou por nós e pediu para pararmos.
— Pedro, ao sair do posto, deixou
suas luvas caírem.
— Ele fez as unhas ontem e não
pode pilotar sem luvas — brincou Chicão.
Depois que Pedro nos alcançou
seguimos viagem até a próxima surpresa, ocorrida em Iconha. A corrente da moto
de Dariomar soltou.
— Ontem lavei a moto e fiquei de
esticar a corrente, mas esqueci — explicou ele.
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| Oficina onde Dariomar esticou a corrente da Vulcan |
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| Padaria em Iconha |
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| Mirante em Vargem Alta |
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| Fonte no mirante |
Um fato curioso e engraçado visto por Áureo nos chamou a atenção. Uma placa. Veja que ela fala por si.
Seguimos viagem até Vargem Alta.
Ali não vi Ezequiel. Seguimos
viagem. “Estrada das Flores”, dizia uma placa na estrada. Só vi mato. Apenas
alguns poucos metros à margem com algumas flores. E nada mais.
Na entrada de Pedra Azul Ezequiel
nos aguardava.
— Fui me encontrar com um amigo
que está com câncer. Tiraram cerca de 6kg de alguma coisa dele. Não quiseram
falar pra ele o problema que tem. Apenas para os familiares.
Ezequiel é um cara religioso. Na
bolha de sua moto há o adesivo de um terço mariano. Aliás, ao longo da estrada
avistam-se muitas igrejas católicas, uma mais linda que a outra, mostrando a
catolicidade da região.
Entramos na estrada rumo a Pedra
Azul. Logo na entrada uma loja aluga bicicletas. “Bicicletas pra subir esta
serra? Estou fora”, pensei.
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| Estradinha para Pedra Azul |
Paramos pra tirar algumas fotos e
seguimos viagem. Senti-me nas ruelas do Parque das Mangabeiras, um parque
ecológico da capital mineira. Os imóveis locais nos transportavam a outro país,
algo como Suíça ou região. Vesti minha capa de chuva e emprestei minha jaqueta
a Dariomar.
— Só sinto frio nas pernas e pés,
disse.
— Não sou psilotérmico, eu disse. "Impossível não sentir frio naquela região", pensei.
Durante o resto do passeio Chicão lembrou-nos de que não somos "psicotérmicos", numa ironia ao que eu disse.
Em Peterlers paramo-nos mais uma
vez, em meio ao frio da serra para nos desabastecermos (urina). Pedro comprou
alguns doces e seguimos viagem.
Há poucos metros dali chuva e
frio e um acidente de moto. Paramos, vestimos capa de chuva (exceto Pedro e
Dariomar) e seguimos até o Posto do Café, onde Dariomar reabasteceu sua moto.
Descemos sentido Alfredo Chaves e
paramos em Matilde para o almoço (R$30,00/kg).
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| Almoço em Matilde (Sentido horário: Pedro, Ezequiel, Dariomar, Áureo, Wellington e Francisco) |
Nossa última parada foi em frente
a uma antiga estação ferroviária, onde o guia Ezequiel — que estivera ali
durante sua lua de mel — nos explicou que o pequeno círculo se tratava do local
onde antes os trens retornavam.
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| Estação Ferroviária de Matilde |
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| Antigo Retorno do Trem |
Finalmente, seguimos viagem
sentido Alfredo Chaves e Guarapari, nosso destino final-inicial.
Ao final, reabasteci minha moto.
As contas me deixaram feliz. Percorremos 242km pela Rota do Lagarto. Gastei
R$20,00 com o abastecimento, R$6,00 com o desjejum, R$15,00 com o almoço e mais
R$27,00 no reabastecendo, dando um total de R$58,00 (quase os R$60,00 de
Dariomar), além de saber que, na estrada, minha Fazer 250cc consome 7,43km/L.
Este passeio me mostrou duas
coisas. Como é bom estar com amigos, num passeio solitário entre amigos (sim,
estamos sozinhos sobre a moto, mas perto de outros que também estão a sós sobre
suas motocicletas), além de que o passeio a Tiradentes-MG tem tudo para ser
sensacional.
Pena que Kleber e Golias não
participaram do passeio. Foi ótimo. Como das outras vezes.
P.S.: Para quem quiser as fotos do passeio, basta clicar no link abaixo e fazer o download. Se você tem fotos e quer partilhar com os LEVIATÃS, coloque-as no grupo que a divulgaremos no blog.
Fotos - Passeio pela Rota do Lagarto (06-11-2016)











Passeio muito legal. A gente descobre lugares lindos é tão próximos de nós. Basta sairmos de casa.
ResponderExcluirConcordo com Chicão. Sei que o trabalho de cada um tem seu stress pessoal. Sou professor e passear com os LEVIATÃS me faz um bem danado. Desestressa e dá força pra reiniciar a semana. "Vem ni mim" Tiradentes!
ExcluirConcordo com Chicão. Sei que o trabalho de cada um tem seu stress pessoal. Sou professor e passear com os LEVIATÃS me faz um bem danado. Desestressa e dá força pra reiniciar a semana. "Vem ni mim" Tiradentes!
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