domingo, 6 de novembro de 2016

Diário de um Leviatã (06-11-2016)

Frio, muito frio, frio com chuva e calor. Se fôssemos resumir nosso passeio neste dia seria assim.

Como viajei pra Belo Horizonte participar da festa de aniversário da minha sobrinha Maria Eduarda e do aniversário da minha mãe (não nos mesmos dias), pensei muito se faria ou não o passeio, uma vez que gastei muito ao longo do mês e teria compromissos como a viagem do mês de dezembro a Tiradentes-MG, além do projeto que eu e minha esposa fizemos de viajar a Pernambuco.

Ao longo da semana entrei em contato com o Presidente Pedro e informei-lhe o exposto acima. Disse-lhe que não faria o passeio.

Entretanto, na véspera recebi a mensagem de Dariomar (whatsapp):

— Quanto você precisa para ir domingo?

— Como assim?

— Se for só a gasolina e o almoço, eu passo no cartão e depois você me paga.

Expliquei-lhe também o motivo de eu não participar daquela vez.

— Ok. Mas, vamos gastar uns 60 reais. 30 de gasolina e 30 de comida.
Agradeci-lhe. Realmente estava disposto a não ir. E então tomei a decisão final. No final do sábado confirmei com o presidente que estaria no local de sempre (Posto Esplanada) no horário marcado para o passeio.

Vulcan 500cc do Dariomar

O grupo foi o mesmo do primeiro passeio que participei: Áureo, Dariomar, Ezequiel, Francisco (Chicão), Pedro e eu (Wellington). Porém, com uma novidade. Dariomar estava numa Vulcan 500cc (Kawasaki, 1998) que comprara do marido de sua mãe.

Como sempre, passei no posto de gasolina às margens da BR-101 para abastecer minha branquinha. Também Chicão fez o mesmo.

Depois de rodarmos cerca de 500m, Áureo passou por nós e pediu para pararmos.

— Pedro, ao sair do posto, deixou suas luvas caírem.

— Ele fez as unhas ontem e não pode pilotar sem luvas — brincou Chicão.

Depois que Pedro nos alcançou seguimos viagem até a próxima surpresa, ocorrida em Iconha. A corrente da moto de Dariomar soltou.

— Ontem lavei a moto e fiquei de esticar a corrente, mas esqueci — explicou ele.

Oficina onde Dariomar esticou a corrente da Vulcan
Seguimos até um pequeno vilarejo, do qual não me lembro do nome. O fato é que paramos para o desjejum, enquanto pessoas iam para a missa que estava para começar e Dariomar aguardava o dono de uma oficina mecânica chegar para esticar a corrente.
Padaria em Iconha
Feitos o desjejum e o ajuste da corrente, seguimos viagem. Paramos numa pequena casinha no alto da serra para algumas fotos e a cerca de 50m dali para outras fotos diante de uma gruta.
Mirante em Vargem Alta
Fonte no mirante
Um fato curioso e engraçado visto por Áureo nos chamou a atenção. Uma placa. Veja que ela fala por si.

Seguimos viagem até Vargem Alta.

Ali não vi Ezequiel. Seguimos viagem. “Estrada das Flores”, dizia uma placa na estrada. Só vi mato. Apenas alguns poucos metros à margem com algumas flores. E nada mais.

Na entrada de Pedra Azul Ezequiel nos aguardava.

— Fui me encontrar com um amigo que está com câncer. Tiraram cerca de 6kg de alguma coisa dele. Não quiseram falar pra ele o problema que tem. Apenas para os familiares.
Ezequiel é um cara religioso. Na bolha de sua moto há o adesivo de um terço mariano. Aliás, ao longo da estrada avistam-se muitas igrejas católicas, uma mais linda que a outra, mostrando a catolicidade da região.

Entramos na estrada rumo a Pedra Azul. Logo na entrada uma loja aluga bicicletas. “Bicicletas pra subir esta serra? Estou fora”, pensei.

Estradinha para Pedra Azul

Paramos pra tirar algumas fotos e seguimos viagem. Senti-me nas ruelas do Parque das Mangabeiras, um parque ecológico da capital mineira. Os imóveis locais nos transportavam a outro país, algo como Suíça ou região. Vesti minha capa de chuva e emprestei minha jaqueta a Dariomar.

— Só sinto frio nas pernas e pés, disse.

— Não sou psilotérmico, eu disse. "Impossível não sentir frio naquela região", pensei.

Durante o resto do passeio Chicão lembrou-nos de que não somos "psicotérmicos", numa ironia ao que eu disse.


Em Peterlers paramo-nos mais uma vez, em meio ao frio da serra para nos desabastecermos (urina). Pedro comprou alguns doces e seguimos viagem.

Há poucos metros dali chuva e frio e um acidente de moto. Paramos, vestimos capa de chuva (exceto Pedro e Dariomar) e seguimos até o Posto do Café, onde Dariomar reabasteceu sua moto.

Descemos sentido Alfredo Chaves e paramos em Matilde para o almoço (R$30,00/kg).
Almoço em Matilde (Sentido horário: Pedro, Ezequiel, Dariomar, Áureo,
Wellington e Francisco)
Nossa última parada foi em frente a uma antiga estação ferroviária, onde o guia Ezequiel — que estivera ali durante sua lua de mel — nos explicou que o pequeno círculo se tratava do local onde antes os trens retornavam.
Estação Ferroviária de Matilde

Antigo Retorno do Trem
Finalmente, seguimos viagem sentido Alfredo Chaves e Guarapari, nosso destino final-inicial.

Ao final, reabasteci minha moto. As contas me deixaram feliz. Percorremos 242km pela Rota do Lagarto. Gastei R$20,00 com o abastecimento, R$6,00 com o desjejum, R$15,00 com o almoço e mais R$27,00 no reabastecendo, dando um total de R$58,00 (quase os R$60,00 de Dariomar), além de saber que, na estrada, minha Fazer 250cc consome 7,43km/L.

Este passeio me mostrou duas coisas. Como é bom estar com amigos, num passeio solitário entre amigos (sim, estamos sozinhos sobre a moto, mas perto de outros que também estão a sós sobre suas motocicletas), além de que o passeio a Tiradentes-MG tem tudo para ser sensacional.

Pena que Kleber e Golias não participaram do passeio. Foi ótimo. Como das outras vezes.



P.S.: Para quem quiser as fotos do passeio, basta clicar no link abaixo e fazer o download. Se você tem fotos e quer partilhar com os LEVIATÃS, coloque-as no grupo que a divulgaremos no blog.

Fotos - Passeio pela Rota do Lagarto (06-11-2016)


3 comentários:

  1. Passeio muito legal. A gente descobre lugares lindos é tão próximos de nós. Basta sairmos de casa.

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    1. Concordo com Chicão. Sei que o trabalho de cada um tem seu stress pessoal. Sou professor e passear com os LEVIATÃS me faz um bem danado. Desestressa e dá força pra reiniciar a semana. "Vem ni mim" Tiradentes!

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  2. Concordo com Chicão. Sei que o trabalho de cada um tem seu stress pessoal. Sou professor e passear com os LEVIATÃS me faz um bem danado. Desestressa e dá força pra reiniciar a semana. "Vem ni mim" Tiradentes!

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